Sector da música independente cresce para 38,4% em 2016

WINTEL 2017 ANUNCIA O NOVO ESTUDO DE MERCADO GLOBAL SOBRE O SECTOR DA MÚSICA INDEPENDENTE

As editoras independentes representam 38,4% de quota de mercado da música gravada em 2016 com receitas superiores a $6 bilhões.

Londres, 23 de Outubro de 2017 – O relatório WINTEL 2017 é o segundo relatório produzido para a Worldwide Independent Network (WIN) com o mapeamento da quota de mercado global do sector independente com base na propriedade dos direitos sobre as obras, em detrimento da empresa de distribuição.

Este novo relatório foi encomendado pela WIN com o objectivo de analisar o impacto económico e cultural global do sector da música independente. É da autoria de Mark Mulligan da MIDiA Research e editado por Dave Roberts da MBW.

Este inquérito foi respondido por 660 respondentes incluindo editoras e distribuidoras de 26 países e os resultados representam o mais extensivo levantamento sobre editoras independentes a nível global alguma vez feito.

É importante enfatizar que este relatório foca a análise da quota de mercado com base, mais uma vez, no critério da propriedade dos direitos sobre as obras, e não o critério da distribuição. Esta distinção é crucial porque muitas editoras independentes recorrem a editoras major, ou a distribuidoras que pertencem a editoras major, apenas para distribuir as suas obras, e depois essas editoras majors incluem os valores das receitas desses catálogos independentes na sua própria quota de mercado, quando na verdade não são proprietários dessas obras que somente distribuem.

O facto de as editoras majors reclamarem para si essa quota de mercado que não lhes pertence, distorce a verdadeira distribuição do mercado em cerca de $1,2 bilhões que deveriam ser atribuídos ao sector independente.

A análise WINTEL com base na propriedade dos direitos sobre as obras providencia, assim, uma visão muito mais correcta do mercado.

É também uma distinção importante porque as quotas de mercado é usada por empresas líderes no mercado digital como a Apple, a Goole ou o Spotify como base para as degociações com o sector independente e muitas vezes determina o valor da remuneração pago por estas empresas aos detentores do direitos sobre as obras.

As principais descobertas do estudo incluem o facto de que, com base na propriedade dos direitos das obras, a quota de mercado das editoras independentes cresceu desde 2015 em 0,9% para 38,4%, representando receitas globais de $6 bilhões em 2016. Isto representa um crescimento de 6,9% face aos 12 meses anteriores.

Apesar da quota de mercado das editoras independentes ter crescido 0,9% para 38,4%, as mudanças ao nível de cada país foram muito diversas.

Os EUA sentiram a maior mudança a favor dos independentes, crescendo 1,7% para 37,3%. A Coreira do Sul também viu a quota dos independentes crescer em 0,6% para 89,1% do total do mercado.

A quota dos independentes decresceu levemente no Japão em 0,3% para 63,3%. com algumas editoras locais a registarem uma perda de receitas considerável em 2016.

Muitos mercados europeus, incluindo territórios importantes com o Reino Unido e a Alemanha, viram as respectivas quotas de mercado decrescer ligeiramente, independentemente do aumento das receitas globais.

O relatório torna claro que a música digital, e o streaming em particular, continua a criar oportunidades entusiasmantes para as editoras independentes e que em quase todos os países  as editoras independentes continuam a registar maior quota de mercado no streamingo do que no formato físico.

É completamente graças ao streming que o mercado da música gravada global assiste ao seu segundo ano consecutivo de crescimento (5,9%) em 2016. Até 2015 tinha sofrido 15 anos de declínio consecutivos.

Medido isoladamente, o streaming cresceu 60,4% em 2016. É agora responsável por 59% de todas as receitas do digital, enquanto que o digital no seu total representa 50% do mercado de vendas total.

As receitas provenientes de streaming de editoras independentes cresceu 80,4% em 2016, alcançando $2,1 bilhões, em comparação com $1,2 bilhões em 2015. Este crescimento foi ligeiramente maior do que o de 78% registado de crescimento  do streaming global do mercado. A quota de mercado do streming do mercado da música independente  cresceu 0,6%, de 39,4% para 40% de 2015 para 2016.

O relatório demonstra que 2016 foi outro ano impressionante para as editoras independentes , e continua a destacar a importância do sector para a cultura local e para aumentar as oportunidades de emprego por conta própria em benefício da comunidade.

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